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Bahia busca arrancada diante do Palmeiras

Paulo César Carpegiani não é aquele técnico ‘paizão’, que vai formar a ‘Família Carpé’ e ministrar palestras de autoajuda. Também não é o famoso general ‘linha dura’. Não irá erguer a voz para conseguir tirar o melhor de seus jogadores, dos quais prefere manter certo distanciamento.


Desde que chegou, na última quinta-feira, 5, o experiente treinador de 68 anos colocou foco total na parte tática. Projetou maior ousadia na postura da equipe. Corrigiu erros. Mudou até o esquema. Ou seja, aposta todas as suas fichas pura e simplesmente no futebol, deixando fatores externos em segundo plano.

Porém, para nós, não custa buscar outros argumentos para imaginar um bom resultado do Bahia nesta quinta, 12, às 21h, em São Paulo, diante do Palmeiras, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Saindo das questões técnicas e táticas, nunca se deve desprezar a força de uma mudança. É comum ver times que trocam de técnico conseguirem sucesso imediato, ainda que em várias ocasiões seja um sucesso efêmero.

No caso do Bahia neste Brasileirão, os dois exemplos seguem exatamente esta linha. Depois da transferência de Guto Ferreira para o Internacional, a diretoria tricolor apostou em Jorginho. E se deu bem no início. Com ele, o time ganhou os dois primeiros jogos (3 a 0 sobre o Atlético-GO e 1 a 0 no Cruzeiro, ambos na Fonte nova).

Em seguida, fora de casa, perdeu para o Grêmio levando um gol no fim (1 a 0) e arrancou empate do Coritiba (0 a 0). Depois, veio uma terrível série de 10 jogos – com cinco derrotas, três empates e só dois triunfos – e Jorginho acabou demitido.

Aí, entrou Preto Casagrande, que teve desempenho idêntico em suas quatro partidas inaugurais: triunfos sobre São Paulo (2 a 1) e Vasco (3 a 0) em casa, empate com a Chapecoense (1 a 1) e revés diante do Atlético-PR (4 a 1) como visitante. Na sequência, amargou duas derrotas, duas igualdades e venceu só mais uma vez.

De volta à função de auxiliar, Preto espera ver de perto seu sucessor repetir o bom aproveitamento neste início. E, é claro, fazer disso uma constante até a rodada derradeira. Caso consiga os mesmos sete pontos nos quatro primeiros embates, o Esquadrão terá alcançado 38. E estará, desta forma, bem perto de se salvar do rebaixamento – para tal, os matemáticos sempre calculam serem necessários no mínimo 45 pontos.

Para o confronto com o Palmeiras, Carpegiani já definiu a mudança do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 e a entrada de Edigar Junio no time titular. Só não revelou se ele atuará na linha de meio-campo ou no comando do ataque. Caso a segunda opção seja escolhida, Rodrigão irá para o banco. Rodrigo Becão terá chance na zaga.

Mais um passo

O Bahia deu mais um passo para consolidar como suas propriedades o Fazendão e a Cidade Tricolor. O clube informou nesta quarta que passou os Transcons (Transferência do Direito de Construir) referentes à desapropriação da antiga sede de praia para a financeira Planner e a construtora OAS. Assim, a transferência oficial dos dois CTs para o Bahia está prestes a ser confirmada.

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