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Mancini admite que ligação com o elenco mudou postura do Vitória

Há 15 dias no Vitória, Vagner Mancini não nega ser o treinador da preferência do elenco. Também reconhece que esse fator tem sido fundamental para a retomada da equipe, que somou sete pontos em três jogos disputados com ele – mais de 77% de aproveitamento.


O técnico aponta uma entrega maior da equipe: “Não tenha dúvida. Quando existe a aceitação dos atletas em relação ao nome do treinador, também há o comprometimento destes jogadores em fazer o que eu vou exigir”, comenta.

“Talvez isto tenha sido fundamental para a minha chegada”, reflete. “O primeiro elo saudável (nessa retomada do Vitória) foi esse, o fato de eu já ter sido técnico de vários dos atletas e de me dar bem com todos eles. Acho aliás que isso é uma obrigação do treinador, não dá para ter alguém no grupo com quem eu tenha alguma restrição”.

Mancini admite, indiretamente, que a relação dos jogadores com os profissionais que os chefiavam não era das melhores. Disse ter encontrado alguns exageros da antiga gestão de futebol, como por exemplo o fim da pizza no vestiário após cada triunfo, um costume desde o ano passado. “É algo simbólico. É até um incentivo você sair da partida vitorioso e ter uma pizza para você comer”, considera.

Mais perguntas para Vagner Mancini:

O que você encontrou de errado quando chegou ao Vitória?

"Na verdade não encontrei nada de errado porque, quando sentei para conversar com o Vitória, os dirigentes me disseram que iam fazer uma limpeza no clube. E eles fizeram tudo antes de eu entrar. Eu não tive que tomar medida nenhuma, somente em relação ao vestiário, de mudar o ambiente que estava ruim, e dentro de campo, de organizar a equipe que vinha sofrendo muitos gols. Mancini não fez nada além disso".

Mas você admite que encontrou um ambiente conturbado. O que fez para mudar isso?

"Fiz questão de não saber o que vinha acontecendo. Eu disse aos atletas: ‘não me importa se fulano não fala com cicrano. O que me importa é que a partir de hoje vou detectar tudo e, onde tiver qualquer tipo de problema, eu vou intervir’. Com isso eu não quis saber o que aconteceu na época de (Alexandre) Gallo, Argel (Fucks) ou Petkovic. Para mim, tudo havia ficado para trás".

Você foi o treinador da preferência dos atletas. Cléber Giglio foi o diretor de futebol da sua preferência?

"Cléber foi um dos nomes colocados pela diretoria na mesa. E eu, por ter amizade com ele, estive próximo da negociação. Mas não o indiquei. Quando vieram me perguntar sobre ele, falei que já o conhecia e que gostava do seu trabalho. Talvez isso tenha sido algo favorável para a sua contratação, sim, mas nunca trabalhei com ele em outro clube. Eu o conhecia do Figueirense, porque algumas vezes tentou me levar para lá, e conversamos muito".

Fechar um contrato até o final de 2018 foi uma cartada sua para garantir um trabalho mais planejado, já que neste ano você chegou em uma situação complicada?

"Foi uma cartada minha e enxerguei que o clube aceitaria porque estava numa situação difícil. Agora, todo projeto pode ser quebrado, como vários foram quebrados ao longo destes anos. A gente está vendo aí quantos técnicos estão sendo demitidos. Eu acho importante que você fale a mesma linguagem da sua diretoria e dos seus atletas. Por isso até agora a coisa andou bem. A partir do momento que nós tivermos derrotas, que são inevitáveis no futebol, veremos como é que a gente vai proceder".

Correio24