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Baiano vai ao Mundial de vela que o estado não se classificava há 23 anos

O velejador Bernardo Peixoto, de 15 anos, será o primeiro baiano competindo em um Mundial da classe optmist depois de uma longa ausência da Bahia no evento.


A participação dele é histórica, já que há 23 anos o estado não classifica um representante nessa modalidade para participar da competição internacional.

Bernardo vai quebrar esse longo 'jejum' da Bahia fora do Mundial na madrugada desta quarta-feira, 12 (pelo horário do Brasil), quando estará estreando no Mundial da Tailândia 2017.

Outros quatro brasileiros formam o time de vela do país, da classe optmist. São eles os velejadores cariocas Luiz Otávio e Leonardo Crespo, o paulista Nicolas Bernal e a pernambucana Marina da Fonte.

O Mundial da Tailândia, país que tem um fuso-horário de 10 horas em relação ao Brasil, vai ser disputado até o dia 21 de julho. As provas desse evento internacional começam na madrugada de hoje, no horário do Brasil.

Na vela desde cedo

Segundo contou a arquiteta Mila Peixoto, que é mãe do velejador baiano, ele sobe a bordo de um veleiro desde criança. Na época ia velejar com o avô, Fernando Peixoto.

Com o incentivo dado pelo avô, o jovem atleta acabou tomando gosto pelo esporte. Bernardo conta ter passado muitos momentos de sua infância a bordo de veleiros.

Foi assim que chegou à classe optimist, a qual vem se dedicando nos últimos três anos.

Tipo de barco

As características gerais da embarcação traz algumas imposições à classe optmist: Para começar, cada barco mede 2,34 m de comprimento por 1,13 m de largura e pesa apenas 35 kg.

A configuração dos pequenos veleiros da classe optmist só permite atletas menores com idades entre os sete e 15 anos, desde que pesem no máximo 65 kg.

Por conta de sua estatura começar a fugir do padrão e a idade estar no limite, Bernardo deverá se despedir este ano dessa classe da vela e migrar para outra.

Com 57 kg, ele é considerado 'pesado' para uma classe disputada por meninos que têm em média 35 a 40 kg.

“Nestas duas últimas semanas antes do Mundial, Bernardo comeu pouco para não chegar pesado nas regatas”, revelou Mila, ao falar sobre o empenho do filho na busca de medalhas.

Nas regatas da classe optmist, quanto mais leve o tripulante mais rapidamente ele se movimentará em relação aos atletas mais pesados, principamente havendo vento fraco.

 Rigor na dieta

Para não correr risco de chegar à Taílândia ainda mais pesado, o velejador imitou um boxeador que está obrigado a não ultrapassar o peso máximo na hora da pesagem exigida pela sua categoria.

“Nas últimas duas semanas meu filho deixou também de fazer exercícios na academia para não ganhar músculos. Porque músculo é peso”, explicou a mãe.

Bernardo embarcou para a Papaia, na Tailândia, no dia 7 de julho. A viagem durou "duas noites e um dia", segundo o velejador, que treina e representa o Yacht Clube da Bahia, na Barra.

Ele viajou com duas incumbências relacionadas ao Mundial e à educação. A que já é certa e integra sua rotina desde que virou atleta é, na volta, atualizar os estudos no Colégio Sarte da Graça.

Isso inclui uma eventual segunda chamada de prova. A outra, pela qual torce toda sua família e ele próprio, é trazer na mochila uma medalha histórica para a Bahia.

Atarde