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Sem dinheiro, Jacobina 'sobrevive' com apoio da torcida

O Jacobina ganhou uma sobrevida na Série D do Campeonato Brasileiro ao vencer o América-RN, líder do Grupo A9, no último domingo por 1 a 0. No entanto, o clube vem recebendo ajuda da torcida para sobreviver financeiramente. O presidente do Jegue, Rafael Damasceno, revelou em entrevista ao site Bahia Notícias a dramática situação da agremiação.

"A dificuldade é grande. A gente não tem apoio nenhum. A última receita recebida pelo clube foi de R$ 1.750, há 45 dias. Esperamos que a sociedade nos ajude. A situação é muito difícil. Nós temos condições técnicas para conquistar o acesso à Série C, mas falta estrutura", revelou. "Eu não estou mais conseguindo. Não estou mais aguentando tirar do meu bolso para colocar no clube", lamentou.

Segundo Damasceno, o clube não tem nenhum patrocinador que pague em espécie. A maioria é permuta.

"O patrocínio que nós temos é de uma empresa que nos ajudou a pagar a inscrição no campeonato. Os outros patrocinadores conseguimos por permuta. Por exemplo, a farmácia nos ajuda com medicamentos, mas não temos nenhum patrocínio que coloque dinheiro no clube", contou.

Por disputar uma competição nacional, que leva junto o nome da cidade para o Brasil, o presidente vem tentando um acordo de ajuda com a prefeitura da cidade. Além disso, Damasceno afirmou que ainda está buscando uma parceria com outra empresa.

"Nós tivemos uma reunião com o prefeito e estamos esperando uma resposta. Eu sou contra o município bancar um clube de futebol, mas só queria uma ajuda porque também estamos disputando uma competição nacional e serviria de vitrine para a cidade. Tem também um patrocinador nosso que estamos tentando viabilizar mais uma receita", explicou.

Segundo o cartola, o Jegue só está de pé por causa do apoio da torcida. Ele contou que os moradores da cidade vem se mobilizando, fornecendo inclusive a alimentação dos atletas.

"A torcida nos ajuda com café da manhã, lanche, faz rifa. É uma torcida apaixonada. Nós só existimos por causa dela", afirmou.

Como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) banca o transporte e a hospedagem das equipes participantes dos campeonatos nacionais, Damasceno revela que uma das maiores dificuldades do Jacobina são os jogos em casa. O clube tem que bancar o transporte dos atletas para o estádio, além de efetuar o pagamento do trio de arbitragem, num primeiro momento.

"A CBF não fez o ressarcimento dos pagamentos dos árbitros até agora. Ainda não recebemos os valores das duas partidas que fizemos em casa, até então", disse.

O Jacobina é o terceiro colocado do Grupo A9 com seis pontos, mesma pontuação do Murici-AL, que leva vantagem no saldo de gols. As duas equipes se enfrentam no próximo domingo (18), às 16h, no Estádio José Rocha, em Jacobina.

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