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Vitória e Bahia duelam pelo título do Baiano 2017 neste domingo

O Bahia está na final da Copa do Nordeste. O Vitória, eliminado pelo rival na competição, vive um momento de turbulência com técnico interino e mudanças na diretoria.


No meio deste cenário aparentemente favorável ao Tricolor, surge o santuário rubro-negro. Inaugurado em 1986, o Barradão começou a ser mais utilizado pelo clube a partir de meados da década de 1990 e, desde então, tornou-se um diferencial a favor do anfitrião, principalmente nos clássicos.

Neste domingo, 7, às 16h, o encontro volta a acontecer na Toca, valendo a taça do estadual. E, além do benefício de novamente fazer o jogo derradeiro da competição em sua casa, o Vitória, por ter realizado melhor campanha até aqui e ter arrancado o empate por 1 a 1 na ida, na Fonte Nova, joga por uma nova igualdade pelo título.

Desta forma, para alcançar sua 47ª conquista do Baiano, o Bahia precisará colocar em xeque o inquestionável domínio rubro-negro no Barradão com a busca de dois feitos inéditos e ainda a quebra de um tabu. Ufa! Comecemos pela última parte, a menos assustadora para o Esquadrão. O time não vence no território do arquirrival há seis anos. E o mais grave é o que o último triunfo não valeu de nada: 3 a 2, em 2011, pela semifinal do estadual, que terminou com classificação rubro-negra – depois, o Leão perderia para o Bahia de Feira na final.

Em 2017, apenas um dos quatro Ba-Vis já realizados aconteceu na Toca. Pela ida das semifinais do Nordestão, o Vitória fez 2 a 1. Depois, levou 2 a 0 na Fonte e acabou ficando de fora da decisão.

Agora, vamos à parte que realmente mostra o quão complicada é a missão tricolor nesta tarde. Caso vença, será a primeira vez em que o Bahia sairá de uma final de campeonato no Barradão comemorando. O Vitória ficou com o troféu nas seis decisões realizadas no estádio que opuseram os rivais, em 2000, 2004, 2005, 2009, 2010 e 2013.

Há, porém, duas ponderações importantes em relação a esse dado. Em 1998, o Tricolor, que já havia conquistado o primeiro turno dando 3 a 0 na Toca, faturou também o segundo em pleno Manoel Barradas. Depois de ganhar por 2 a 0 na Fonte Nova, festejou o título com derrota por 1 a 0 em terreno inimigo. Com o sucesso em ambos os turnos, acabou sendo dispensada a necessidade de uma finalíssima. Esta foi a única vez em que o Bahia celebrou uma conquista estadual no Barradão.

O segundo adendo vem da final do Nordestão de 2002, na qual o Esquadrão faturou seu outro troféu dentro da Toca. Lá, empatou por 2 a 2 após arrasar o rival na Fonte: 3 a 0.

Ingressos esgotados

Além dos números a seu favor, o Vitória também terá apoio total das arquibancadas no ‘Barradão em chamas’, com torcida única. Na manhã deste sábado, 6, foram comprados os últimos ingressos de cadeira que ainda estavam disponíveis. Os de arquibancada já haviam se esgotado na sexta.

“O apoio do torcedor será fundamental para empurrar nossa equipe durante os 90 minutos. Ele vai fazer a diferença. Estamos contando com isso. Que seja um clássico de paz dentro e fora de campo”, discursou o volante Willian Farias. “Dentro da nossa casa, temos que nos impor”, pregou o zagueiro Kanu.

Série invicta do leão na toca

Vitória 2x1 Bahia

28/4/2017

Semifinal do Nordestão

Vitória 2x0 Bahia

1/5/2016

Final do Baiano

Vitória 4x1 Bahia

4/7/2015

Série B do Brasileiro

Vitória 1x1 Bahia

1/3/2015

1ª fase do Baiano

Vitória 2x1 Bahia

21/9/2014

Série A do Brasileiro

Vitória 1x1 Bahia

19/5/2013

Final do Baiano

Vitória 0x0 Bahia

6/5/2012

Final do Baiano

Vitória 3x2 Bahia

18/3/2012

1ª fase do Baiano

Vitória x Bahia - Jogo de volta da Final do Campeonato Baiano

Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão)

Quando: Domingo, 7, às 16h

Árbitro: Marielson Alves Silva

Assistentes: Elicarlos Franco de Oliveira e Jucimar dos Santos Dias (trio da Bahia)

Vitória - Fernando Miguel, Patric, Kanu, Alan Costa e Geferson; Willian Farias, Bruno Ramires, Cleiton Xavier e Euller (G. Xavier); David e André Lima. Técnico: Wesley Carvalho.

Bahia - Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Armero; Renê Jr (Juninho), Edson, Régis (Gustavo) e Allione; Zé Rafael e Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira.

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