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Juazeirense quer o título baiano

Com o projeto de chegar ao seu primeiro título Baiano até 2018, a Juazeirense vive a expectativa de realizar este sonho já este ano. Em sua terceira semifinal em cinco anos na primeira divisão, o Cancão encara o Vitória nos dias 10 e 20 de abril com a única meta de avançar à final e brigar pelo caneco. Essa é a visão do presidente e Deputado Estadual Roberto Carlos, que sobre esse desejo e muito mais nessa entrevista para o torcedor do Cancão. 

Juazeirense quer o título baiano


Confere aí!

O que foi fundamental para elenco da Juazeirense chegar na semifinal?

A garra, a determinação e a superação acima de tudo. Os jogadores focados, sabendo do objetivo de cada um. Colocaram isso na ponta da chuteira e estão a cada dia melhorando.

Por falar em superação, com a falta do Adauto Moraes, o clube teve dificuldades até se fixar em Petrolina, onde vem treinando e mandado os últimos jogos. Como foi para administrar isso dentro do grupo?  

Nós tivemos muitas dificuldades. Jogamos a Copa do Nordeste toda fora de juazeiro, no Baiano começamos jogando fora também… Ainda é um dos nossos maiores adversários… Não tínhamos um campo pra jogar. Toda vez que era nosso mando de campo, tínhamos que viajar. Lógico que isso nos custou um desgaste psicológico, físico e financeiro. Mas a união dentro da Juazeirense superou essas dificuldades.

E agora, justo num momento tão importante, o Cancão vive a expectativa de voltar para Juazeiro. Qual o peso desse retorno?

É algo muito especial. A Juazeirense foi fundada em Juazeiro, representa a região norte da Bahia, e o Adauto Moraes é a nossa casa. É importante, estamos voltando para nossa origem, onde nossa performance técnica é muito boa historicamente. Contra o Vitória, teremos o calor do nosso torcedor, a energia do sol que só Juazeiro tem e a força das águas do São Francisco.

O Adauto então é  um reforço para Juazeirense superar o Vitória e chegar a inédita final?

Certamente. Temos cinco anos na primeira divisão e estamos em nossa terceira semifinal. Estamos focados em nos consolidarmos como a terceira força do futebol da Bahia. Planejamos o futuro da Juazeirense. E no nosso projeto, o objetivo é ser campeão baiano até 2018, mas temos a possibilidade de antecipar para esse ano.

Pensando em antecipar essa meta, a Juazeirense foi buscar o técnico Evandro Guimarães, que levou o Vitória da Conquista à final ano passado, e na chegada a Juazeirense, revelou que o objetivo era decidir o título. Escolha certeira?   

Eu já conhecia Evandro como jogador e treinador de outras equipes. Mas agora estou percebendo que ele é melhor do que eu poderia imaginar. Tem uma visão extraordinária do nosso clube e faz uma leitura do clube adversário. Só os bons é que conseguem fazer uma leitura do adversário como Evandro faz. Nós atrasamos (a contratação aconteceu duas semanas após o desligamento de Sérgio Araújo) por que queríamos um treinador com o perfil dele. Acertamos. O grupo está muito mais feliz do que antes. Evandro é muito aberto, democrático. Humilde e a cada dia nos ensina lições de humildade. A Juazeirense está muito feliz com ele. Vai nos dar muitas alegrias.

De tão democrático, Evandro entende bem as preleções do presidente sempre nos dias que antecedem os jogos?

Na Juazeirense temos uma grande família. Não tem chefe, nem empregados. Somos todos uma família. Gosto de falar com eles para nos familiarizarmos cada vez mais, trocarmos ideias. Se o  jogador está com algum problema, ele pode desabafar. Estou em contato com eles mostrando a perspectiva que podem crescer com empenho, com a renúncia de muitas coisas. Um dia antes do jogo, por exemplo, todos os jogadores entregam os celulares para focar no jogo, estar conversando sobre o jogo. Sempre no nosso bate-papo, pergunto se eles querem falar alguma coisa.

Essa transparência seria o segredo para a Juazeirense sempre estar conseguindo manter a base do elenco?

Realmente manter essa base é fundamental para a Juazeirense avançar cada vez mais em busca da consolidação como a terceira força da Bahia e buscar o seu lugar no cenário do futebol brasileiro. São sete jogadores que estiveram conosco ano passado, além do zagueiro Rodrigo (resolveu encerrar a carreira em meio a competição para atuar na área de logística)

Nessa linha de um projeto consistente, a Juazeirense colocou como prioridade estar sempre com os salários em dia, problema crônico no futebol brasileiro. É um detalhe que ajuda a manter os bons valores e também a buscar contratações importantes?

É obrigação de qualquer empresa pagar rigorosamente em dia. Temos dez anos de fundado e nunca atrasamos um salário que seja. Se trabalhou, tem que receber, até por que as pessoas contam os dias para receber o salário. Temos jogadores que estão com a gente há seis anos, e sempre querem voltar. Um fato inusitado foi um jogador chamado Robinho, que com 16 anos já estava no profissional da Juazeirense. Apareceram muitos interessados do Brasil e um de Portugal. Ele ganhava R$ 1.100 na Juazeirense e um empresário trouxe uma proposta para ele jogar em Portugal, para ganhar R$ 4 mil. Ele me procurou dizendo que nasceu para jogar na Juazeirense e que não queria ir. Mas eu insistir para ele agarrar essa oportunidade.  Enfim, os que jogaram aqui, quando não conseguem ter estabilidade num clube de maior poder financeiro, querem voltar para Juazeirense.

Pra finalizar, como a Juazeirense enxerga a questão patrimonial como parte do seu crescimento?

Assim como várias coisas que já falamos nessa entrevista, patrimônio é essencial. Estamos construindo nosso centro de treinamento com dois campos. Temos um hotel reformado para o uso de nossos atletas. É melhorar a estrutura cada vez mais. Queremos cuidar ainda mais da nossa base para sempre ter um time com revelações, como a região já projetou atletas como Daniel Alves, Luís Pereira, Juninho Petrolina, entre outros.

Fonte: Site do Clube