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Parceiro pressiona Fifa sobre corrupção no Qatar-2022

 Ao final de quatro horas de reunião do Comitê Executivo da Fifa, a entidade limitou-se a informar que as acusações de corrupção sobre a escolha do Qatar-2022 serão tratadas ao final da investigação, ou seja, após a Copa-2014. Mas, ao mesmo tempo, a Sony, um dos patrocinadores do Mundial, pressionou por apurações apropriadas do caso. E novas revelações do "Sunday Times" reforçam suposta atuação irregular de um ex-cartola da federação na eleição.

Com toda essa pressão, o silêncio da federação não pegou bem. Logo, o presidente da federação internacional, Joseph Blatter, tentou se justificar ao afirmar, pelo twitter, que não ignora a questão. "Nunca ignorando as reportagens da mídia sobre comportamento anti-ético. Vamos deixar o Comitê de Ética trabalhar", afirmou o dirigente.

A Sony pediu que seja feita uma "investigação apropriada" em relação às acusações de irregularidades no processo de eleição do Qatar. O ex-policial Micheal Garcia, do Comitê de Ética, é o responsável por conduzir as apurações, e deve fazer uma relatório para o congresso da Fifa, em São Paulo, nesta semana.

Isso tudo ocorreu logo depois de o "Sunday Times" ter publicado novas informações sobre a atuação de Mohammed Bin Hamman, ex-membro da cúpula da Fifa, que suspostamente subornou colegas para obter apoio para o país árabe na obtenção da sede do Mundial.

Na semana passada, o jornal afirmara ter documentos que provavam que ele pagara US$ 5 milhões a membros do comitê executivo e presidentes de federações para ter ajuda na eleição. Agora, foram mostrados dados que comprovam sua atuação em favor da candidatura qatariana, envolvendo negócios de Estado como negociação de gás com a Rússia. Afinal, Bin Hamman também é um alto executivo do governo do Qatar. Outra alegação é de que ele marcou encontros de membros da cúpula da federação com família real qatariana.

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