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Portuguesa escapa da Série C e perde pontos da partida em Joinville

O julgamento desta quarta-feira não foi tão cruel quanto poderia ser para a Portuguesa e seus torcedores: o clube, ao invés de ser excluído da Série B do Campeonato Brasileiro e automaticamente rebaixado para a terceira divisão, perdeu os pontos por conta do abandono de campo ocorrido em Joinville, na primeira rodada do torneio. Com isso, na tabela constará uma derrota do time rubro-verde por 3 a 0 para a equipe de Santa Catarina. A Lusa também foi punida com uma multa de R$50 mil.

O relator José Nascimento seguiu a recomendação do procurador Alessandro Kishino e condenou o clube, seguido por todos os demais votantes, no artigo 205, prevendo multa e derrota, mas isentou a Lusa do artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que rebaixaria o clube. "Entendo não ser o caso de exclusão do campeonato. Não visualizo a vontade de influenciar de modo ilegal o resultado da partida. O comportamento da Lusa tem mais relação a amadorismo do que a vontade de manipular o resultado".

O advogado da Portuguesa, José Luiz Ferreira de Almeida, durante o julgamento, argumentou que a boa-fé do clube não poderia ser questionada por conta do time ter entrado em campo contra o Joinville, e reiterou a não-premeditação da saída de campo. Ferreira de Almeida ainda alfinetou a CBF, que alegava que a liminar utilizada pelo clube não teria validade legal. "Enquanto uma liminar não for cassada, ela tem eficácia. Tanto que a CBF,  em um sábado, no meio do feriado, se movimentou para cassar a liminar. Por que então todo esse desespero?".

O presidente Ilídio Lico pediu por diversas vezes que a punição recaísse apenas sobre si. “Peço que, se alguém tiver de ser penalizado, que seja eu”. Lico também argumentou em sua defesa que tirou o time de campo por conta de ameaças contra sua pessoa. "Falavam que eu seria preso, que estava descumprindo uma ordem judicial. Meu filho Ricardo começou a tremer, minha mulher passou mal. Segui as orientações de um conselheiro que é da Justiça, Fernando Guimarães, que fez um terror em mim”. O presidente, entretanto, recebeu punição de 240 dias e multa no valor de R$100 mil.

Lico também defendeu o treinador Argel Fucks, que havia sido indiciado e poderia pegar pena de até 360 dias afastado do futebol. “Digo que o treinador nunca deveria ser indiciado por isso. As ordens foram minhas. Ele não sabia".  O técnico rubro-verde, porém, contradisse o presidente, e afirmou que sabia da ação do clube. "Eu já sabia que tinha uma liminar. E tinha recebido uma ordem prévia de que o jogo deveria parar se a liminar chegasse. Mesmo não concordando, eu fiz. Era melhor não ter entrado em campo, do que entrar e sair no meio. Tinha convicção de o que estava fazendo era ilegal, era vergonhoso". O técnico foi punido com 4 jogos de suspensão.

Responsável por levar a liminar à beira do gramado, o filho de Ilídio Lico, Marcos Rogério, também tentou argumentar que o culpado pela paralisação teria sido o delegado da partida, Laudir Zermiani. "Eu não abordei ele falando que tiraria o time de campo. Disse apenas que o jogo deveria parar por causa da liminar. Quem entrou em campo paralisando o jogo, na minha visão, foi ele". A pena de Marcos Rogério é similar à do pai, com 240 dias de suspensão, porém com multa reduzida: apenas R$80 mil.

Com Notícias Yahoo Esportes