Esporte News

Vira-casacas buscam sucesso no clássico Ba-Vi

 O Ba-Vi deste domingo, 6, além de ser a primeira partida da final do Baianão, será especial também para dois atacantes que recentemente 'viraram a folha' no clássico: Maxi  e Souza.

Para o 'Caveirão', será o primeiro reencontro com a torcida tricolor, que tanto o aplaudiu e perseguiu nos últimos três anos. Enquanto para o primo de Messi, será a oportunidade de acabar com um incômodo jejum, justamente contra o time pelo qual foi artilheiro. Em oito partidas,  Maxi ainda não balançou as redes. São 523 minutos em campo e nada de gol.

Recentemente, o argentino admitiu estar incomodado. "É uma situação estranha para mim, pois nunca fiquei tanto tempo sem marcar gols. Mas estou tranquilo, na hora certa, vai acontecer", disse.

 Mesmo com o jejum, o  técnico Marquinhos Santos elogia o gringo, que retornou na última partida após mais de um mês machucado. "Foi como eu disse após o jogo: o Maxi é um jogador predestinado, né? Até o último jogo, o gol ainda não tinha saído.  Vamos ver agora", disse o treinador.

O comandante quer o argentino em campo, só não sabe se como titular ou saindo do banco. "Vamos conversar com a parte física e avaliar se ele começa ou não. Mas tenham certeza que ele será utilizado, seja no iniciar ou no decorrer", garantiu.

No Rubro-Negro, Maxi teve bom desempenho nos clássicos. Dos 17 gols que fez com a camisa do Leão no ano passado, dois foram contra o então rival. Também guarda uma marca importante: nunca perdeu um Ba-Vi.

Marquinhos não teme que Maxi vá se abalar pelo fato de enfrentar o time no qual foi ídolo. "Ele vai fazer o seu melhor, independentemente do fato de o último clube dele ter sido o Vitória. Agora ele tá do lado de cá", disse.

 Caveirão diplomata

O desejo de vencer, ser campeão e marcar gol no Ba-Vi, Souza não esconde. Porém, o Caveirão encarnou o espírito diplomático, pelo menos quando assunto é  'provocações pré-clássico'.

"O Souza mudou. Chega de polêmica. Agora sou um cara sério. Não querem que eu mude? Quero fazer gol e jogar futebol. Só isso", disse o Caveirão rubro-negro, com um sorriso no canto da boca.

Para o duelo das finais, Souza se diz calmo. Bem diferente da ansiedade que teve no último Ba-Vi, quando quis jogar, mas acabou vetado para apurar mais a parte física.

"Estou bem tranquilo. Estou muito motivado e acho que isso é o que mais importa. O único sentimento que tenho sobre enfrentar o Bahia é o da busca pelo título do Vitória. Tive momentos bons no Bahia. Mantive o time na Série A e não tenho nada contra eles. Hoje defendo a camisa do Vitória que, por sinal, caiu muito bem em mim", cutucou Souza.

No Tricolor, o zagueiro Titi é compadre de Souza. Uma amizade que deu um pausa, pelo menos enquanto durar as finais do Baianão. "Situação muito difícil para mim e para ele. Esta semana nem falei com titi e nem vamos nos falar. É melhor não manter o contato. Agora, se ele ficar cutucando meu tornozelo, ele já me conhece...

Souza se manteve diplomata até a última pergunta da entrevista, quando o assunto foi o ex-Vitória Maxi. Neste caso,  o Caveirão voltou a mostra a língua afiada. "Eu fiz dois jogos e fui feliz. Maxi está há oito sem fazer gol e espero que continue assim, enquanto eu faço os meus", brincou.

Atarde