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Vitória da show e humilha o Bahia por 5 a 1 na inauguração da arena fonte nova

Futebol Baiano
O mando de campo é do Bahia, mas a Fonte Nova continua sendo a segunda casa do Vitória. Seis anos depois da interdição, o novo estádio foi inaugurado neste domingo. O cenário mudou, mas o roteiro seguiu o mesmo. Assim como nos últimos oito clássicos disputados na Fonte Nova, o Tricolor não conseguiu vencer. O Vitória levou a melhor, ganhou por 5 a 1, aumentou a invencibilidade no estádio e pode se orgulhar de começar a nova era com a mesma certeza com que terminou em 2007: clássico na Fonte Nova é sinônimo de alegria rubro-negra.

 Com enredo diferente, o primeiro Ba-Vi do principal estádio da Bahia teve o mesmo fim do último. Se em 22 de abril de 2007, com em um jogo com três viradas, o Vitória precisou lutar até o último minuto para vencer por 6 a 5, o triunfo desta vez foi mais tranquilo. Melhor posicionado taticamente, o Leão passou quase todo o segundo tempo com a missão apenas de garantir o resultado feito nos minutos iniciais. Renato Cajá, Maxi Biancucchi, Michel e Vander garantiram a festa. Zé Roberto fez o de honra do Bahia.

Tranquilidade para, com tintas vermelha e preta, escrever o nome do Vitória na Arena Fonte Nova. Primeiro gol, primeira vitória. A casa é nova, mas a invencibilidade é antiga. Com o triunfo deste domingo, o Rubro-Negro chegou a oito jogo sem perder para o maior rival na Fonte Nova. A última vez que o Bahia deixou o estádio vencedor foi em fevereiro de 2004. No geral, no entanto, a supremacia ainda é tricolor: 126 triunfos do Bahia e 79 do Vitória – foram ainda 102 empates.

Os três pontos conquistados no clássico dão ainda mais tranquilidade ao Vitória no Campeonato Baiano. O time de Caio Junior chegou aos 12 pontos conquistados – três a mais que o segundo colocado no grupo, o Juazeirense. Do outro lado, mesmo com a goleada sofrida, o Bahia se mantém na primeira colocação com cinco pontos ganhos.

A bola volta a rolar, para as duas equipes, no meio a semana. Mas por uma outra competição. Vitória e Bahia vão estrear pela Copa do Brasil. Na quarta-feira o Rubro-Negro vai ao Mato Grosso para enfrentar o Mixto. No dia seguinte, o Tricolor enfrentará o Maranhão.

Renato Cajá: um nome na história

Quando a bola rolou, o que todos no estádio queriam saber era quem iria fazer o primeiro gol da Arena Fonte Nova. De qual pé ou cabeça sairia a bola que iria balançar a rede do novo estádio pela primeira vez. Qual lado da rivalidade teria o prazer de vibrar e transformar em aquarela as arquibancadas verdes do estádio.
A resposta demorou para chegar. Antes do grito solto e explosivo de gol, a Fonte Nova ouviu muitos “Uhhh”, muito levanta e senta, muita mão na cabeça daquela bola que passou perto, mas por um capricho do destino, não encontrou as redes.

Quem viveu esse momento primeiro foi o lado tricolor. Logo aos três minutos, Adriano entrou por trás da zaga e bateu no canto. Deola se esticou e desviou com a ponta dos dedos. A bola passou tirando o primeiro pedaço de tinta da trave. O Bahia ainda teve oportunidades com Marquinhos, Magal e Obina, mas nenhum dos três conseguiu entrar na história.

Do lado rubro-negro, a alegria inicial veio em forma de reclamação. Neto tocou com a mão na bola dentro da área e o árbitro mandou o jogo seguir. Aos 31 minutos, Maxi Biancucchi cruzou da direita e, sem ninguém no gol, Escudero chegou atrasado. Mas 10 minutos depois, enfim a resposta que todos queriam. Mansur foi derrubado na área. Pênalti marcado.

Dinei pediu para bater. Conversou com Renato Cajá, que decidiu assumir a responsabilidade. Bola na cal. Marcelo Lomba no gol. O meia caminhou lentamente e, com o pé esquerdo, mandou no canto direito do goleiro do Bahia. Gol. O primeiro gol da Fonte Nova. A pergunta estava respondida. A arquibancada verde do estádio se transformou em uma aquarela em êxtase vermelha e preta.

Vitória: também um nome na história

Seguindo os versos do hino, o Vitória gostou de provar o gosto de ser “um nome na história”. O Rubro-Negro voltou para o segundo tempo ainda com mais sede de gol. E de transformar a Fonte Nova em sua segunda casa. O que era um jogo disputado no primeiro tempo se transformou em chocolate na segunda etapa.

Com o Bahia perdido em campo, o Vitória se encontrou fácil, fácil no gramado da Fonte Nova. Logo aos cinco minutos, Maxi Biancucchi entrou na área e mandou de cobertura para fazer um belo gol. A festa que já era rubro-negra ficou ainda maior. No minuto seguinte, Obina chegou a balançar as redes, mas o auxiliar marcou impedimento do atacante do Bahia.

O primeiro grito de gol da torcida do Bahia não saiu. O que se ouviu, na verdade, nos arredores do estádio foi mais uma vibração do Leão da Barra. Depois de tabelar com Dinei, Michel bateu forte e contou com a ajudar de Marcelo Lomba e começou a transformar a vitória em goleada.

Mesmo dominado em campo, o Bahia ainda tentou uma reação. Zé Roberto aproveitou cruzamento de Magal para fazer o gol de honra do Bahia. Poderia ser uma reação. Mas não foi. O Vitória não deu espaço para o Tricolor acreditar em um empate. Vander, que foi dispensado do Bahia por deficiência técnica, e Escudero fecharam a goleada histórica na Fonte Nova.

Em clima de festa, a torcida do Vitória só queria saber de comemorar. Ziriguidum e “Ah, lelek lek lek” viraram a trilha sonora da inauguração de Pituaçu. Com mais da metade da torcida do Bahia já fora do estádio, os rubro-negros encontraram mais um estádio para chamar de seu. A segunda casa do Vitória: “Aha, uhu, a Fonte Nova é nossa”.

Fonte: Globo Esportes