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Flu de Feira pode ter débitos renegociados

Futebol Baiano
Um dos graves problemas do Fluminense são dívidas contraídas ao longo dos anos, principalmente com órgãos federais e pagar este débito tem sido o grande desafio dos cartolas tricolores. Porém o Touro e outros clubes brasileiros podem dentro de pouco tempo enxergar uma “luz no fim do túnel”, pois o Governo deve enviar ainda este ano uma Medida Provisória para o Congresso Nacional com a finalidade de renegociar os débitos existentes.

 O secretário nacional de Futebol do Ministério dos Esportes, Antônio Nascimento confirmou esta informação no começo desta semana. Segundo ele, as dívidas com a União superam os R$ 2,2 bilhões, devido à falta de pagamento de impostos e contribuições previdenciárias.

 O texto ainda está sendo preparado pelo Ministério do Esporte, mas deve prever o parcelamento das dívidas em 20 anos e o abatimento do valor total por meio de investimentos sociais ou em esportes olímpicos. Se um clube gasta R$ 100 mil para manter uma piscina em funcionamento, por exemplo, e a usa para fazer projetos sociais que beneficiem uma comunidade carente, ele poderá abater um valor superior a esse do total da dívida.

 Caso o acordo de renegociação com os clubes seja desrespeitado, o projeto deve prever, além das sanções legais existentes hoje para dívidas com a União, que os clubes sejam punidos nas competições.“O fundamental nesse projeto é a possibilidade de perda de pontos dos clubes. Estamos vendo, juridicamente, como fazer isso. A própria CBF [Confederação Brasileira de Futebol] é a favor disso. Processar um dirigente de clube leva anos. Mas se o clube for rebaixado [por causa da perda de pontos], esse dirigente não consegue sair de casa e encarar os torcedores”, disse Nascimento.

 O projeto prevê renegociação de dívidas para todos os clubes esportivos e não apenas para os times de futebol. O secretário também defendeu a mudança de calendário do futebol brasileiro, adequando-o ao europeu, que tem o  recesso no meio do ano e não no final.

Segundo ele, a medida é fundamental para que clubes possam fazer excursões no exterior, assim como times europeus, e, com isso, conquistar torcedores em outros países. Ele também defendeu uma profissionalização da gestão dos clubes e a renovação dos dirigentes das federações de futebol. Segundo ele, é preciso que o esporte tenha uma participação maior na economia brasileira. Hoje, ele sequer responde por 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

 SITUAÇÂO

 O grande problema gerado por estas dividas é que os clubes não podem desfrutar de benefícios como, por exemplo, pleitear verbas de subvenção, além da exclusão de programas federais. Hoje a luta dos dirigentes do Fluminense é para pagar as dívidas e obter certidões negativas para daí buscar outras formas de gerir recursos.

 A questão financeira do clube se complicou no Campeonato Baiano, pois a receita praticamente se resumiu às rendas dos jogos e piorou ainda mais com o rebaixamento do clube para a 2ª divisão. Não há um valor exato dos débitos do Touro do Sertão aos órgãos federais, mas esta medida pode trazer um novo alento para agremiação, principalmente  em relação ao futuro.  

Fonte: Folha do Estado