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Sócio patrimonial: Valor revolta oposição e desagrada torcedores

O departamento de marketing do Bahia, no último dia 20 de fevereiro, lançou oficialmente o programa ‘Torcedor Oficial do Bahia’ para temporada 2013. Junto com ele, os tricolores ganharam a possibilidade de pagar um pouco mais e participar da vida administrativa do clube.

Opção essa que ficou muito mais cara em relação ao ano passado. Hoje, para um torcedor ter o direito ao voto, com a isenção do pagamento da joia que custa R$ 300, até o mês de junho, ele precisa estar na lista de membros do TOB. Em compensação, ele terá pela frente um aumento de 100% no valor referente à mensalidade. A partir de 2013, o sócio patrimonial do Esporte Clube Bahia pagará o valor mensal de R$ 80 só para exercer o voto, já que não existem benefícios ou estrutura física como, por exemplo, a Sede de Praia. Porém, se este torcedor desejar fazer parte do TOB, a quantia, a depender do plano, pode chegar a R$ 150 ou R$ 230.

Grupo de oposição à gestão do atual presidente, a Revolução Tricolor emitiu uma nota e criticou o aumento realizado pela diretoria. Para eles, contrários ao valor, o reajuste é uma forma de manter o torcedor ‘alienado’.      

- O Bahia deve ser o único clube do mundo em que a direção avisa que seu sócio pagará 100% de reajuste na mensalidade sem que o mesmo tenha direito a absolutamente nada, a não ser votar e ser votado. Afinal, a sede social deixou de existir e não há qualquer projeto de que venha a ser construída outra – escreveram.

O discurso de crítica ao valor imposto sobre a mensalidade do sócio patrimonial não é exclusivo da oposição. Integrante do ‘Torcedor Oficial do Bahia’, há duas temporadas, Alberto Matos criticou o reajuste. Porém, o tricolor acredita que o valor aplicado sobre o TOB, se comparado a outros clubes, é mais barato e mais vantajoso.

- Eu, hoje, não acredito que a grande massa que torce para o Bahia tenha condições de pagar cento e cinquenta reais. É muito caro pagar R$ 80,00 e não ter a certeza de mudança. Se tivesse que escolher, eu ficaria com o TOB, que além de mais barato tem outras vantagens. Mas, pela realidade do clube, terei que pagar mais caro e quem sabe votar – disse.

Roberto Sanches, porteiro, ironizou o valor, quando comparado ao valor aplicado no TOB.

- O meu salário não é essas coisas todas. Então, no meu caso, vou escolher por um deles. Prefiro pagar para não ter filas e ver meu time jogar, como faço há mais de vinte anos - afirmou. 

Por: Bahia Notícias