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Paulo Roberto Falcão, de herói a vilão

O futebol é assim. Um dia ídolo, herói, no outro, vilão, incompetente, fracassado. Assim é a vida do jogador e técnico de futebol, que na disputa dos grandes clássicos, Ba-Vi, Gre-Nal, Atle-Tiba, Fla-Flu, Corinthians x Palmeiras, qualquer que seja a sigla e as cores, a paixão é sempre a mesma, e de uma hora para outra muda sua vida no clube que está trabalhando. Dentre as muitas lamentações da torcida tricolor na derrota de domingo para o rubro-negro, ficou a bronca pela escalação de atletas que não conseguiram render seu melhor futebol pelo longo tempo em que ficaram longe do time.

O técnico do Paulo Roberto Falcão foi duramente criticado por segmentos da imprensa, torcida, após a derrota para o Vitória, por 3x2, no último domingo pela 15° rodada do Campeonato Baiano. O treinador, escalou os jogadores Morais e Marcelo Lomba, que estavam a muito tempo sem jogar e durante a partida apostou em Ávine, que ainda não tinha atuado na temporada, no meio de campo.
 
As mudanças foram criticadas pela torcida, pois claramente os jogadores sentiram o ritmo de jogo, e não conseguiram desempenhar o bom futebol. Marcelo Lomba, que tinha jogado sua última partida dia 1º de fevereiro contra o Feirense, acabou falhando nos dois primeiros gols do Vitória na partida. Sem ritmo, há quem afirme que o goleiro perdeu o tempo da bola no gol de Neto Baiano e ficou parado no toque de cabeça de Gabriel no segundo gol.
 
Durante a partida, o jogador chegou a fazer grandes defesas, porém, o resultado negativo fez a torcida criticar a escolha de Falcão para o gol no Ba-Vi. Omar, que vinha atuando no gol tricolor, chegou a treinar uma parte da semana no time titular, porém, acabou não atuando no clássico.
 
O meia Morais, que já havia viajado com o grupo para a estreia na Copa do Brasil, contra o Auto Esporte, e treinado com o grupo que empatou com o Juazeiro, pela 14a rodada, entrou como titular no lugar de Magno, que vinha fazendo boas partidas na criação do Bahia. Morais até participou da jogada do gol de empate do Bahia, dando um passe de calcanhar para Gabriel. Porém, na grande parte do jogo, não  criou as jogadas que o time precisava para vencer.
 
Fonte: Tribuna da Bahia