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O problema não é novo, é bem antigo


O problema não é novo, é bem  antigo, basta lembrar que nos últimos seis anos o Vitória não consegue emplacar, segurar um gestor de Futebol, um gerente ou diretor, um técnico. Eles, os problemas, apenas se agravaram sob a presidência de Alexi Portela Júnior, num rodízio que reflete publicamente o acúmulo de decepções do time na disputa das competições, frustrando a torcida, e perdendo credibilidade e respeito no mundo do futebol.

O empate com o Fluminense foi exatamente um dia após o Vitória convocar a imprensa para a apresentação dos novos uniformes. Mas,em campo, o que se viu foi a repetição dos mesmos erros no futebol, provocando as vaias e a revolta da torcida, e uma frase criativa do radialista Tony Silva, da Rádio Sociedade da Bahia, que literalmente resumiu o atual estágio do rubro-negro: “Vitória de roupa nova e futebol velho”.
 
Nos últimos seis anos, o Vitória teve entre gestores e diretores, 11 executivos no Departamento de Futebol, alguns sem expressão, como Renatinho, outros, nomes consagrados no futebol como Oscar Yamatto, Newton Drummond, Carlito Arini, Edinho, Mauro Galvão, o atual Raimundo Queiroz, profissionais que têm um currículo de anos de serviços prestados a alguns dos principais clubes do futebol brasileiro, mas que no rubro-negro baiano não se sustentam por mais que alguns meses.
 
Cada um tem sua história, sua versão, seus argumentos. Um dos motivos para Newton Drummond deixar o clube foi à interferência direta de dirigentes, conselheiro, na contratação de jogadores, como aconteceu com o meia Robston. O time tem hoje oito jogadores para a posição. Quando “Chumbinho” foi questionar a interferência, teria ouvido: “você é muito devagar, estamos apenas ajudando”.
 
No início do ano, o Corinthians revelou interesse na contratação do volante Neto Coruja. Nem o Vitória acertou a negociação do jogador, nem procurou valorizá-lo. Resultado, Neto Coruja não joga pelo time rubro-negro e só fala em deixar a Toca do Leão. 
 
Por; Tribuna da Bahia