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Intervenção no Bahia pode levar meses

O administrador e interventor do Bahia, Carlos Rátis, nomeado pelo Juiz da 28ª Vara Cível, Dr. Paulo Albiani, não vai conseguir cumprir sua função num curto espaço de tempo. Além da obrigação estatutária de respeitar os prazos oficiais para a convocação da Assembléia Geral, eleição e Convocação do novo Conselho Deliberativo, abertura de inscrições para os candidatos à presidência, e convocação do Conselho para eleição e posse do presidente do Esporte Clube Bahia exige um tempo superior a 30 dias. Isso, se o interventor não tivesse obstáculos, dificuldades para iniciar o seu trabalho no clube.

Ao pé da letra, Carlos Rátis é apenas o atual interventor do Bahia, mas não conseguiu efetivamente trabalhar nas últimas 48 horas desde sua nomeação.

A dificuldade começa por localizar a atual relação de sócios contribuintes, checar sua legalidade, identificar os que estão em dias com suas obrigações sociais e em condições de participar da Assembléia Geral, que vai eleger o novo Conselho Deliberativo.

O “roteiro” do interventor passa pela regularização da Assembléia Geral, que é composta por sócios contribuintes do Bahia, com o mínimo de 12 anos de filiação, e em dias com o pagamento das suas mensalidades.

Convocar a Assembléia que vai eleger, de acordo com os Estatutos, os 300 conselheiros do tricolor. À partir daí, tudo dentro dos prazos processuais, o interventor abre inscrições para os candidatos à presidência e depois convoca o Conselho Deliberativo para eleição e posse do novo presidente do Conselho Diretor. Pela manhã, o advogado, ao lado de uma oficial de Justiça, foi até a sede de praia tentar ter acesso à lista de sócios do clube, para poder designar os que estão aptos a participar do novo pleito.

O problema é que “estrategicamente” a direção afastada do Bahia, e seus funcionários diretos, não estão e nem vão colaborar com as ações do interventor. O objetivo é ir “empurrando com a barriga” a intervenção, até a cassação da sentença de mérito expedida pelo Juiz da 28ª Vara Cível, que pode não acontecer, ou sair a qualquer momento com a reintegração de Marcelo Guimarães Filho à presidência.

Rátis não conseguiu o que queria nas suas primeiras ações, que era a lista, a relação dos sócios contribuintes. Acompanhado de um oficial de justiça, esteve na sede de Praia da Boca do Rio, no Fazendão e até no escritório de Marcelo Guimarães Filho, e terminou voltando ao Fórum Ruy Barbosa para fazer um relatório de suas ações ao juiz.

Fonte: Tribuna da Bahia